2026 02 23 Cancro sem filtros 02

No dia 24 de fevereiro, cinco alunas da Escola Superior de Saúde do IPP apresentaram o seu projeto de extensão à comunidade com o título “Cancro sem Filtros: a importância da literacia em saúde”.

Este projeto tem como objetivo combater o estigma e incentivar a prevenção e a deteção precoce do cancro, promovendo uma comunidade mais informada.

No dia 27 de fevereiro, as turmas 11CT1, 11CT2 e 11CTSE deslocaram-se a Lisboa numa visita de estudo. Visitaram o Museu da Eletricidade, o Centro Cultural de Belém, o Pavilhão do Conhecimento e o Museu Gulbenkian.

Esta visita resulta da interdisciplinaridade entre professores/as de Física e Química, Filosofia e Geometria Descritiva.

A atividade decorreu de forma muito positiva, tendo os alunos demonstrado grande interesse, participação e sentido de responsabilidade ao longo de toda a visita. O comportamento exemplar dos estudantes dignificou o nome da escola, contribuindo para o sucesso desta atividade.

 

No âmbito do Programa Porto de Conhecimento, a Divisão Municipal de Programas Educativos da Câmara Municipal do Porto publicou o e-book relativo à 10.ª edição do projeto SEI -  Sociedade, Escola e Investigação - 2024/25.

Este compila os pósteres e os artigos científicos, produtos desenvolvidos pelos alunos/as em parceria com os Professores/as responsáveis dos agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas, assim como das Instituições de Ensino Superior/ Centros de Investigação e Centro Ciência Viva.

Os alunos de Química 12.º ano (2024/2025) do Agrupamento de escolas Carolina Michaëlis participaram com o projeto “A Sustentabilidade aplicada na gestão de resíduos de laboratório”, em colaboração com o Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP). A orientação do projeto esteve a cargo das professoras Ana Paula Santos e Marta Grave (Carolina Michaëlis) e   Mónica Rosas (ISEP).

O projeto do nosso Agrupamento encontra-se nas páginas 29 a 38.

Clique aqui para consultar o e-Book.

No lançamento da iniciativa 2025-2026, nas páginas Web da Rede de Bibliotecas Escolares (RBE), pode ler-se: O concurso “Isto também é comigo!” vem desafiar os jovens a darem voz aos seus pensamentos. A partir da leitura do Jornal PÚBLICO, será selecionado o melhor artigo de opinião escrito por alunos do ensino secundário sobre um tema da atualidade mediática. Um júri, constituído por jornalistas, professores e alunos, reunirá, mensalmente, para apreciar os textos submetidos pelos professores bibliotecários de todo o país.

Os alunos do ensino secundário têm oportunidade de fazer ouvir a sua voz, na sequência de conteúdos publicados na edição impressa ou online do Jornal PÚBLICO que lhes tenham despertado a atenção. Os vencedores terão os seus textos publicados nas plataformas digitais do PÚBLICO na Escola e da RBE e nas respetivas redes sociais.

Em Fevereiro, foi o texto da Beatriz Brandão (11CT1) que saiu vencedor. Tendo como referência o artigo «Checkpoints nas ruas e jornalistas detidos: a repressão à dissidência aumenta na Venezuela», da autoria de Inês Chaíça, publicado a 8 de janeiro de 2026 no Jornal Público, a Beatriz colheu inspiração e elaborou o texto de opinião “Sombras de um povo sem voz”, submetido a concurso.

Importa referir que, na disciplina de Filosofia, a professora Vera Barbosa incentiva os seus alunos a participar nesta iniciativa da RBE/Jornal Público e a escrever textos de opinião. Todos os meses, a professora bibliotecária, Maria Ângela Tavares, vai submetendo, na plataforma da RBE dedicada, os textos de opinião que lhe são enviados pela professora Vera, com a autorização dos respetivos encarregados de educação, para que os seus educandos possam participar.

A biblioteca escolar assume-se como parte integrante do processo educativo. Com esta iniciativa, tendo como referência o respetivo regulamento, pretende-se promover o contacto dos alunos com a atualidade através da leitura regular da imprensa; incentivar a escrita de textos de opinião sobre temas mediáticos, respeitando as características, a estrutura e a finalidade desta tipologia textual; ajudar a compreender o modo como os textos mediáticos se alicerçam em conceções do mundo particulares e comunicam valores.

Esta notícia pode ser lida no blogue da biblioteca em Sombra de um povo sem voz – "Isto também é comigo!"  Biblioteca Escolar / Centro de Recursos Educativos Carolina Michaëlis. O blogue está acessível a partir da página Web do Agrupamento Carolina Michaëlis (separador Bibliotecas escolares) e em Biblioteca Escolar / Centro de Recursos Educativos Carolina Michaëlis.

Boas leituras!

Link da BECRE:
Isto também é comigo!

Link do artigo de jornal:

Um “silêncio imposto pelo medo” levou Beatriz Brandão a falar. Venceu em janeiro

Textoi completo.

Um “silêncio imposto pelo medo” levou Beatriz Brandão a falar. Venceu em janeiro.
Sombra de um povo sem voz
Ao ler a notícia “ Checkpoints nas ruas e jornalistas detidos: a repressão à dissidência aumenta na Venezuela”, da autoria de Inês Chaíça, senti um aperto no coração. Fiquei profundamente perturbada com a realidade que atualmente vive aquele país. Não é apenas um texto sobre política, mas um retrato impiedoso de um povo que perdeu um direito básico, o de se expressar. A notícia demonstra que, mesmo depois de uma “grande” mudança política, os venezuelanos permanecem sob vigilância, cercados por ameaças e obrigados a um silêncio imposto pelo medo.
O que mais me escandalizou foi compreender que aquele silêncio não é sinónimo de serenidade, mas sim o reflexo de uma opressão profunda e invisível. É o retrato de uma população que vigia as próprias palavras e que apaga pensamentos antes de os expressar. Isto não é liberdade: é a dura arte de sobreviver em constante estado de alerta.

É bastante revoltante pensar que, em pleno século XXI, ainda existam países onde expressar uma opinião pode custar a liberdade, ou a própria vida. A repressão não é apenas física, é psicológica. Ela destrói lentamente a coragem, a esperança e a identidade de um povo.
Há quem afirme que a política é uma realidade distante, que não nos diz respeito. Contudo, essa ideia é uma ilusão perigosa. Quando toleramos que um povo seja privado da sua voz, estamos, na verdade, a abrir caminho para que o mesmo possa acontecer em qualquer parte do mundo, inclusive connosco. A liberdade de expressão não é um privilégio reservado a alguns, mas um direito humano imprescindível.
Esta notícia não é apenas sobre a Venezuela, é sobre todos nós. O medo não deve ser visto como algo banal e o silêncio imposto não pode ser ignorado. Não nos é permitido desviar o olhar quando milhões de pessoas são condenadas a existir como sombras, aprisionadas pelo receio da própria voz. A liberdade necessita de ser defendida, pois, quando desaparece, leva consigo a dignidade, a esperança e o futuro.


Beatriz Teixeira Neves Brandão, 11.º ano
Agrupamento de Escolas Carolina Michaëlis, Porto

 
 
 
 
 

2026 02 09 CONTRAPONTO 04

O Clube de debate CONTRAPONTO, dinamizado por alunos de 12.º ano, realizou, no dia 4 de fevereiro, mais um encontro. O mesmo objetivo, expressar e debater ideias, mas centrado num tema diferente: POLÍTICA E CIDADANIA. Numa altura de eleições, faz ainda mais sentido pensar e discutir a participação política da juventude. Foi isso que fizeram os alunos,e os professores, que participaram na sessão do CONTRAPONTO. A partir do mote lançado pelo moderador do debate, João Lima, acerca do papel do individual e do papel do coletivo, discutiu-se a nossa relação com aquilo que é público, a nossa relação com a política e a possibilidade de alterar a idade mínima para exercer o direito de voto de 18 para 16 anos.Foi mais uma tarde muito bem passada. Num ambiente de partilha e de questionamento,ficou claro que esta nova geração se move por causas e exige coerência entre os discursos e as ações dos políticos. Fica mais um agradecimento sincero. Em primeiro lugar, aos alunos que organizam estes encontros. Em segundo lugar, à direção que autoriza estas sessões. E, por fim, um agradecimento, e um elogio especial, a todos os que participaram ativamente,falando e ouvindo sobre Política e Cidadania. Termino manifestando o meu orgulho pessoal por termos, na nossa escola, alunos que se fazem ouvir e que convidam os colegas a falar.OBRIGADA! Vera Pimenta Barbosa

 

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